O Blue Shield International é um comitê composto por profissionais ativos das áreas de arquivos, bibliotecas, monumentos e museus. Foi criado em 1996 pelas organizações não governamentais, ICA - International Council on Archives, o ICOM – International Council of Museums, o ICOMOS – International Council on Monuments and Sites, o IFLA – International Federation of Library Associations and Institutions. Posteriormente, quando da criação do CCAAA – Co-ordinating Council of Audiovisual Archives Associations este também passou a participar do comitê junto com as quatros organizações fundadoras.

Blue ShieldO emblema do Blue Shield é um escudo azul e branco que foi oficialmente apresentado na Convenção de Haia de 1954 para a proteção do patrimônio cultural na eventualidade de um conflito armado, e atualizado recentemente.

As cinco organizações trabalham unidas para a preparação e resposta a situações de emergência em caso de conflito armado ou desastre natural que possam afetar o patrimônio cultural. O trabalho essencial do Blue Shield International foi reconhecido no Segundo Protocolo da Convenção de Haia, acordado em abril de 1999 por 84 países.
     
 As atividades do Blue Shield, os princípios e diretrizes estabelecidos internacionalmente para seus membros estão expressos em Carta Régia, Strasbourg 2000. Mas foram adotados oficialmente pelo Comitê Internacional do Blue Shield no encontro que ocorreu em Paris, em 8 de junho de 2001.

As primeiras ações do comitê brasileiro aconteceram em 2006, quando a Dra. Célia Zaher atuava na Biblioteca Nacional. O processo foi iniciado e não chegou a ser submetido para aprovação do Blue Shield International. Embora tenham sido desenvolvidas várias atividades em diferentes cidades brasileiras ao longo de uma década, o comitê brasileiro somente obteve o reconhecimento oficial em outubro de 2016.

O Blue Shield Brasil é uma associação com atividade em todo o território nacional. É, portanto o ramo do Blue Shield International que o representa no Brasil para todos os efeitos. E, busca uma estreita cooperação com entidades governamentais, militares, culturais com abrangência nacional, regional e local e com membros das cinco organizações pilares visando uma melhor proteção dos bens culturais em situações de emergência.